quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TERESA DE LISIEUX - 15-10-2012 - COM ÁUDIO

Rendo Graças ao autor desta imagem
 
 
 
 
TERESA DE LISIEUX
15/10/2012
 
 
Eu sou TERESA.

Irmãs e Irmãos encarnados, aqui e alhures, permitam-me, primeiramente, estabelecer minha Presença em seu Canal, para viver um instante de Comunhão, preliminar ao que eu tenho a dizer-lhes, como Estrela, esta noite.
 
Eu os convido, portanto, a viver, juntos, este Espaço.
 
... Partilhar da Doação da Graça...

O que eu venho exprimir, entre vocês (além de minha Presença e por minhas palavras), inscreve-se em uma sequência lógica do que eu pude dizer-lhes, já, e, também, nas palavras eu tive quando percorria esta Terra, criança e jovem.

Isso concerne, é claro, à Humildade, à Simplicidade e à Profundidade.

E isso concerne, sobretudo, a essa passagem do Efêmero da vida – aqui, sobre esta Terra – à vida eterna: o que é possível realizar, ao mesmo tempo sendo Efêmero nesse corpo.

Eu vou – falando de minha experiência – recolocá-la, ao final de minhas palavras, no contexto específico que vocês vivem sobre a Terra, hoje.

Passar do Efêmero ao Eterno é, é claro, seu objetivo, se vocês estão aí, seu objetivo, se vocês me leem e se me ouvem.

Nós sabemos, todos, quando nascemos sobre essa Terra – quaisquer que sejam nossas crenças, quaisquer que sejam nossas vivências, qualquer que seja nosso meio, nosso país, nossa cultura – que essa vida na qual nós nascemos termina, um dia.

Nós sabemos, todos, que nascemos nesse Efêmero.

É claro, algumas Irmãs, alguns Irmãos contentam-se com isso e vivem sua vida sem colocar-se a mínima questão de qualquer Luz.

E essa vida, aliás, pode ser, também, harmoniosa, senão mais repleta, mesmo, do que aquela de alguns Seres que se inclinam sobre o Eterno.

Mas todos, sem exceção, independentemente de nossas crenças e de nossas vivências, nós levantamos, em nós, essa interrogação, mais cedo ou mais tarde.

Essa interrogação, eu a levantei e eu a vivi muito jovem.

Alguns de nós vivem essa interrogação, por vezes, com angústia, perguntando-se o que pode, efetivamente, haver do outro lado do Véu.

É claro, inúmeros Irmãos e Irmãs, há numerosos anos, sobre esta Terra, trouxeram-lhes a experiência deles desse além do Véu.

Eles saíram do próprio corpo e acederam a algo mais, que lhes parecia infinitamente mais vivo, infinitamente mais Vibrante e, sobretudo, repleto de um Amor que nenhum corpo pode conhecer.

É claro, ler esses testemunhos, assim como escutar minhas palavras não substituirá, jamais, sua própria experiência, sua própria vivência.

Minhas palavras são, simplesmente, destinadas a atrair sua atenção ao nível de Profundidade, de Humildade e de Simplicidade no qual vocês se têm.

Foi dito que existiam numerosas Moradas na Casa do Pai.

Que existiam dimensões múltiplas e universos múltiplos, numerosas formas de vida.

Que a consciência era complexa e que nós, sobre a Terra, quando nascemos, nós não sabemos o que nós fomos antes e não sabemos, tampouco, o que seremos após.

Nós apenas podemos fiar-nos, até o tempo em que fazemos a experiência, em escritos, em receitas, em experiências e a isso aderir, crendo nisso ou não.

Além da crença, o que eu tive a chance de viver, muito jovem, é que, a partir do instante em que essa interrogação surgiu em mim, eu me inclinei – espontaneamente, devido ao meu meio – na vida do Cristo, na vida de Maria, tais como as contam os Evangelhos, sem colocar-me a mínima questão sobre a veracidade.

Nessas interrogações de jovem e de criança, a um dado momento, o que eu chamo a Fé e a simplicidade da Humildade fizeram-me descobrir a realidade dessa Eternidade.

Não como um objetivo, mesmo se, efetivamente, eu pude dizer, muito cedo, que «eu passaria meu Céu a fazer o Bem sobre a Terra».

Além disso, o que eu vivi desencadeou, em mim, muito jovem (além de todos os reencontros, tais como vocês os vivem, hoje), o sentimento extremamente profundo de que havia apenas uma única solução para essa vida na qual nós aparecíamos um dia e à qual, um dia, nós diríamos adeus, de maneira definitiva: era, efetivamente, inclinar-me sobre o Amor.

Inclinar-me no que nós nomeamos um Salvador, não tanto como alguém que ia salvar-me, mas, bem mais, como um modelo de um caminho a seguir, de uma imitação, para aproximar-se do que era prometido como o Reino dos Céus.

Foi um estalo [clic] que se fez em mim, e esse estalo alegrou minha alma.

Eu o exprimi com palavras de criança, mas esse regozijo prosseguiu-se ao longo de minha vida.

Quaisquer que fossem os sofrimentos de minha doença, qualquer que fosse, mesmo, a duração do que eu pude viver no Carmel, jamais se afastou de mim essa certeza, que não era uma crença, mas que era a realização da Fé e da Humildade.

Confiante em meu Amor e no que eu Era nesse Efêmero desse corpo que eu vivia, eu ali encontrei uma alegria, eu ali encontrei uma facilidade, o que quer que acontecesse ao meu corpo (que, talvez, vocês conheçam), qualquer que fosse essa doença e essa letargia que me debilitavam.

Em momento algum o sofrimento desse corpo, os assédios vividos, o sentimento de falta do que quer que fosse apareceu em minha vida.

O que eu realizei, cada um pode realizá-lo, para além dos títulos e das funções que me foram conferidos pelas autoridades temporais.

Cada um de vocês tem a mesma capacidade, eu já expliquei isso.

Para isso, é preciso voltar a tornar-se como uma Criança, voltar a tornar-se Humilde e Simples, considerar-se como ignorante e considerar, como uma verdade essencial, que todo conhecimento que vocês poderiam ter desse mundo no qual estamos encarnados não poderia dar-lhes qualquer representação ou qualquer imagem do que é chamado o Além ou esferas eternas.

E daí nascem as crenças, daí nascem as faltas, o sentimento de ser incompleto.

Daí nascem todas as buscas e todas as procuras que vão levar a maior parte de Irmãos e de Irmãs a experimentar adesões, quaisquer que sejam, a procurar – no mundo das causas – sentidos, significados e explicações.

O Caminho da Infância e da Humildade é exatamente o inverso.

É não procurar qualquer sentido, qualquer significado, qualquer justificação.

É instalar-se bem além do Efêmero, ao mesmo tempo estando em um corpo Efêmero.

Instalar-se em sua própria Eternidade.

E nós todos temos a mesma Eternidade.

E nós todos temos o sentimento de que nos é necessário procurar e encontrar algo.

Isso me parecia extremamente difícil.

Mesmo os ensinamentos da Igreja – além dos Evangelhos – pareciam-me difíceis, pareciam-me complicados.

Então, eu decidi, muito jovem, fazer pelo mais Simples.

E é, justamente, essa decisão de fazer pelo mais Simples, na Humildade a mais total, no fato de ser Nada, que me apareceu a Verdade indizível.

Esse foi o caso muito jovem, antes mesmo que se manifestassem os primeiros sinais de MARIA ou meu primeiro – o que, agora, posso denominar – êxtase, mesmo se, naquela idade, eu não pudesse compreendê-lo (em face de um elemento religioso, no entanto, em uma catedral).

Mas, além disso, hoje, vocês têm uma chance inédita: é que nós estamos ao lado de vocês, estamos bem mais próximos de vocês do que eu mesma pude vivê-lo com o CRISTO ou com MARIA.

É esse estalo [clic] que muda tudo, e esse estalo cabe apenas a vocês obtê-lo.

Mas, para isso, é preciso, verdadeiramente, tornar-se Humilde.

Tornar-se Humilde e Simples é, sobretudo, confiar no que eu nomeei a Divina Providência, confiar na Graça, para instalar-se na Graça.

Vocês não podem reivindicar a Graça, estar instalados na Graça e na Paz e, ao mesmo tempo, combater o que quer que seja ou quem quer que seja.

Apenas a Humildade e a Simplicidade é que permitem superar esse antagonismo permanente, esse sofrimento presente na vida encarnada, que nós todos conhecemos, a um dado momento ou em outro.

Enquanto creem que podem, vocês mesmos, sair de dificuldades da vida (o que é extremamente louvável, para o Efêmero), vocês falharão, mais cedo ou mais tarde, pelo encontro de seu próprio fim e pelo encontro de obstáculos inerentes a toda luta, a tudo o que vocês podem construir, à força de seu pulso ou, mesmo, de seu coração.

Enquanto, quando vocês decidem, realmente, deixar a Graça exprimir-se, em vocês, vocês nada mais decidem: o que não quer dizer que vocês nada mais façam, mas, definitivamente, vocês aceitam ser Nada, entrar nessa famosa Pequenez de que eu falava.

E é, justamente, nessa Pequenez, que se descobrem o Tudo e o Amor do Cristo, o Amor do Príncipe Solar e, sobretudo, a Eternidade.

A Eternidade não se encontra fugindo do Efêmero.

A Eternidade não pode encontrar-se renegando a vida, mesmo nas condições de sofrimento ou de dificuldade que vocês todos possam conhecer, que nós todos conhecemos.

É o momento, justamente, no qual vocês cessam de resistir, o momento no qual vocês compreendem que existem coisas bem mais vastas do que esse corpo que vocês habitam, do que essa vida que vocês percorrem, que se revelam a vocês a Luz e o Amor.

O Cristo foi meu modelo.

Ele representa um arquétipo, um objetivo, não como aquele que virá tomar minha alma e evitar-me todo sofrimento, mas, bem mais, esse princípio de Luz, esse princípio que vocês nomeariam, hoje, Fonte ou Absoluto, e que permite desaparecer para tornar-se isso.

Então, é claro, naquela época, nós falávamos de Desposar o Cristo.

Hoje, vocês têm Duplos, Reencontros que fazem conosco.

Deem-se conta (eu tive a ocasião de dizer-lhes isso, eu o repito esta noite): eu vivi um único Encontro com MARIA.

Vocês os vivem todos os dias, em suas noites, em suas Comunhões, em seus Alinhamentos.

Vocês têm a chance de perceber e de sentir o que os cerca, o que está ao seu redor, ou seja, Nós, do Além, que estamos aí.

Então, é claro, ao nível do Efêmero há, sempre, nesse corpo e nessa vida que levamos sobre a Terra, uma necessidade de saber, e essa necessidade de saber permanecerá, sempre, infinita, porque essa necessidade de saber é sem fim: é uma busca que não parará, jamais.

Enquanto, na Pequenez, na Humildade, na Simplicidade, no Caminho da Infância, tudo se torna Luminoso, tudo se torna Transparente.

Vocês continuam nesse corpo e, no entanto, vocês já estão no Céu, no Paraíso, e isso basta para fazer desaparecer todas as angústias.

Isso basta para fazer desaparecer todos os sofrimentos, aqueles que são, justamente, ligados ao que é Efêmero.

O sofrimento vem apenas do Efêmero, vem apenas do desaparecimento, vem apenas da falta e da perda, que nós todos conhecemos, seja de um de nossos pais, de um de nossos filhos, de um parente, de uma situação.

Porque o mundo põe-nos em face de nossa própria fragilidade, nossa própria incompletude e insuficiência.

Então se, já, vocês aceitam, não submeter-se ao que quer que seja, mas aceitam que as leis desse mundo no qual colocamos nossos passos nada têm a ver com as leis da Eternidade (porque se as leis fossem as mesmas, não haveria Efêmero), o Efêmero tornar-se-ia Eternidade, imediatamente.

É evidente que as leis desse mundo não são as leis da Verdadeira Vida, do mundo do Além, como eu dizia.

«Fazer o Céu sobre a Terra» não é, unicamente, trabalhar no sentido do que foi prescrito por uma religião ou ditado pelo princípio de Amor: é, bem mais, aceitar a evidência.

Essa aceitação que é o mais difícil, porque a Humildade, a Simplicidade, o caminho da Infância parecem privá-los, em um primeiro tempo, de seus meios de ação e de suas possibilidades de vida, justamente, sobre esse mundo.

Mas, eu repito, como inúmeras Irmãs disseram: qual é sua prioridade?

Será que sua prioridade é fazer durar o Efêmero, nas condições as mais adequadas, as mais fáceis, que evitam ou subtraem-se das dores e das alegrias desse mundo?

Ou será que é, mesmo nesse corpo e nessa vida, nesse corpo que vocês habitam, ver que há algo na profundidade, que está aí e que sempre esteve aí?

É a revelação dessa Presença eterna que confere a Alegria, a Paz e, sobretudo, permite-lhes viver a vida que vocês têm a viver, sem colocar-se a mínima questão.

Porque vocês sabem, justamente, naquele momento, que são eternos e que o que afeta o Efêmero não pode, de modo algum, afetar o que vocês São, na Eternidade, no Reino dos Céus.

Isso os descarrega de um grande peso porque, até o momento em que lutamos para levar a efeito nossa vida, até o momento em que consideramos que a vida é uma luta e um sofrimento (o que é, efetivamente, bastante frequente o caso), bem, não há lugar para a felicidade.

A felicidade não é desse mundo, mas, é claro, ela ali está, na profundeza de vocês.

Nós somos, todos, eternos, e a Eternidade não se importa com o Efêmero.

Eu apreendi – enquanto, à época, não pude pôr palavras, como eu o faço, hoje – que a partir do instante em que nós nos entregamos à Luz, a partir do instante em que aceitamos que, estritamente, nós Nada somos, nesse corpo, então, revela-se a Verdade.

A Verdade não é a crença em um Deus, a crença em uma Igreja ou outra.

A Verdade é, justamente, sua Eternidade, e ela pode transparecer pela Transparência, pela Humildade, pela Simplicidade, pelo caminho da Infância, nessa vida, e de maneira instantânea.

Tanto mais que, nestes tempos que vocês vivem, vocês têm, verdadeiramente, a possibilidade – através de nossas Comunhões, de nossos Contatos – de dar-se conta de que existe algo de bem mais leve, de bem mais alegre e de profundamente diferente do que vocês, talvez, conheceram nas alegrias e nos sofrimentos de todo Irmão e Irmã que está encarnado.

A Liberação está aí.

Ela não é escapar desse mundo, mesmo se ele viva uma transformação importante.

Ela não é fugir de qualquer responsabilidade.

Mas é, efetivamente, aceitar que a Graça, a Divina Providência possam guiar nossos passos de maneira muito mais segura, muito mais eficaz.

E, assim que isso é percebido, então, como por milagre – e é um – o sofrimento desaparece, instantaneamente.

Vocês não reagem mais às emoções.

Vocês não reagem mais ao que lhes parece injusto, mas colocam sua confiança total no que vocês São, para além da aparência.

Então, é claro, hoje, as palavras são um pouco diferentes: vocês falam de Maya, falam da ilusão, falam de chacras, mas saibam que existe, em cada um de nós, quando estamos sobre a Terra, um lugar que está ao centro do Coração, no qual se encontram todas as respostas, no qual se encontram todas as evidências.

Mas, para isso, é preciso aceitar essa Humildade e essa Simplicidade, ou seja, aceitar que, o que quer que vocês compreendam desse mundo no qual vocês estão – mesmo se conheçam dele as engrenagens as mais sutis, mesmo na mecânica da alma – com conhecimentos que, efetivamente, são-lhes dados, de maneira muito mais intensa, muito mais importante do que em minha época, quando eu estive encarnada sobre esta Terra e, no entanto, será que isso os satisfaz?

Será que o fato de conhecer tudo o que vocês conhecem os faz encontrar a Liberdade e a Liberação?

Em caso nenhum.

Ao contrário, isso acentua, eu diria, o sentimento de ver algo, de procurar algo e, mesmo, o sentimento de falta.

Em um primeiro tempo, efetivamente, toda busca de sentido vai conduzi-los a explorar os conhecimentos que lhes são acessíveis.

Mas todos os conhecimentos que vocês poderão implementar em sua vida, não lhes darão qualquer elemento sobre o que é o pós vida, sobre o que é o além.

Reflitam nisso, dois segundos: será que o fato de conhecer tal meio de conhecimento, será que o fato de conhecer a astrologia, será que o fato de conhecer tal arte divinatória torna-os felizes?

Isso os tranquiliza, isso lhes dá, algum tempo, o sentimento de controlar sua vida, de controlar um destino.

Mas será que isso lhes informa sobre o além?

Será que isso lhes informa sobre a Eternidade?

Não.

Todos esses conhecimentos fazem apenas reportar-se a esse mundo.

Então, é claro, existe, através do simbolismo, uma capacidade do espírito humano de religar as coisas e de crer que, porque foi dito que «o que está no alto é como o que está embaixo», se vocês conhecem o que está embaixo, conhecerão o que está no alto.

Isso é totalmente falso.

Apenas, justamente, abandonando toda pretensão de conhecimento; é, justamente, voltando a tornar-se como uma criança (ou seja, instalando-se no Aqui e Agora, nesses famosos instantes presentes que não dependem de qualquer circunstância, de qualquer conhecimento e, sobretudo, de qualquer anterioridade) que vocês encontram a Paz e a Liberdade.

Como disseram minhas Irmãs Estrelas: a Morada de Paz Suprema não depende de qualquer circunstância, de qualquer conhecimento.

Não existe qualquer elemento que favoreça, a não ser voltar a tornar-se como uma criança, «ficar Tranquilo», admitir que nós somos Nada, quando estamos nesse Efêmero e que, no entanto, nós somos Eternos.

Então, se essa Eternidade não é inscrita no Efêmero, onde ela está?

Ela está no Amor.

Mas não no amor tal como nós o desejaríamos.

Ela não está em um amor ideal que nós procuramos, mesmo no Cristo.

Mas ela está, verdadeiramente, nesse Abandono total do que faz, justamente, a vida de nossa personalidade, de nossa encarnação.

Mas não confunda uma renúncia com uma deserção.

Renunciar à pessoa não é desertar à pessoa, não é suicidar-se ou recusar a vida.

Mesmo se as circunstâncias de minha época tenham me levado a querer entrar, muito jovem, no Carmel; era para aproximar-me do Cristo: não era para fugir de qualquer vida, mas, efetivamente, para aproximar-me do que eu poderia nomear, hoje, meu ideal.

Hoje, vocês têm uma chance inesperada: é que seus contatos e seus estados de consciência levam-nos a viver coisas diferentes e dão-lhes, de algum modo, uma maior certeza.

Mas essa certeza nada fará se vocês não aceitam voltar a tornar-se humildes, ou seja, renunciar, real e concretamente, a tudo o que vocês creem ter.

Porque, quando nós somos Efêmeros, nós nada temos ou, então, nós apenas o temos o tempo de nossa vida.

Tudo o que temos desaparece em nossa morte e, isso, vocês sabem.

Vocês nada levam.

Nós nada levamos, quando morremos.

Nós levamos, unicamente, o que Somos, e o que nós Somos nada tem a ver com o Efêmero que vivemos, mesmo se ali estejamos inscritos.

As circunstâncias desse mundo atual – vocês sabem, MARIA disse-lhes – tocam uma espécie de terminal.

Mas esse terminal é apenas um Renascimento, esse terminal é apenas a Promessa, a Promessa do Amor eterno, de reencontrar nossa natureza eterna.

Então, se, em vocês, manifestam-se medos, o que é que tem medo?

É o Efêmero que terá, sempre, medo.

O Eterno não pode ter medo, uma vez que ele encontrou-se a ele mesmo.

Na Humildade não pode existir medo.

O medo é apenas a representação e a manifestação do apego, a si mesmo, na pessoa, do apego às nossas próprias ilusões Efêmeras.

Então, nós construímos coisas que vão permitir-nos evitar ser confrontados aos nossos próprios medos.

Mas nossos próprios medos não são próprios a nós.

Eles apenas transcrevem, justamente, a perda desse saber do que nós Somos, antes, e do que Somos, após essa vida.

Então, é claro, eu sei que existem meios de reencontrar, hoje, o que vocês nomeiam as vidas passadas e, mesmo, eventualmente, projetar-se em um futuro.

Mas conhecer tudo isso não lhes será de qualquer ajuda.

Quem quer que vocês tenham sido, o que quer que vocês esperem no futuro, a Eternidade não é inscrita no futuro desta Terra, tal como ela é atualmente.

É, efetivamente, sedutor crer que há uma continuidade, de algum modo.

O Efêmero crerá, sempre, nisso.

Ele crerá, sempre, que esse Efêmero poderá prosseguir, ele mesmo, e continuar, ele mesmo.

E, no entanto, nós sabemos, todos, que isso é, estritamente, impossível, uma vez que nosso Efêmero é limitado pelo nascimento e a morte.

Ser liberado de todo peso e de todo medo é uma prova de grande Humildade e não de coragem.

A Humildade é, simplesmente, aceitar esse Efêmero, em todos os seus componentes: os seres que nós amamos, eles desaparecerão, um dia, ou nós desapareceremos e, portanto, haverá sofrimento, porque nós desaparecemos ou eles desapareceram.

Esse sofrimento afeta, apenas, o Efêmero.

Ele não é, portanto, inscrito na Eternidade.

A Eternidade, vocês sabem, é uma Paz, uma Alegria, um Êxtase, no qual não pode existir o mínimo medo.

O medo é apenas a secreção, como lhes diria um interveniente, uma química de seu cérebro (ndr: BIDI).

O Coração não conhece o medo, porque o Coração é Eterno.

Só o Efêmero conhece o medo.

E o Efêmero tem necessidade de tranquilizar-se.

Então, ele começa a conhecer-se, ele começa a conhecer as leis desse mundo, mas nenhuma lei desse mundo dar-lhes-á acesso às leis da Verdadeira Vida, para além desse mundo.

A Humildade, em contrapartida, coloca-os, de imediato, nesse estado de satisfação total.

Eu sei que alguns Anciões falaram, através do Tudo e do Nada; eu digo a mesma coisa, em outros termos, mas isso exprime a mesma Verdade.

É preciso ser Nada, para ser Tudo.

E ser Nada não é a negação da vida.

Ser Nada é, verdadeiramente, tomar consciência de tudo o que é Efêmero, no mundo no qual vocês estão.

Quer isso seja, eu repito, mesmo, um amor perfeito, ele terminará, necessariamente, mais cedo ou mais tarde, pela morte de um ou do outro.

E, portanto, naquele momento, aparece a privação e o sofrimento.

O Coração não os fará, jamais, conhecer a privação e o sofrimento, porque o Coração basta-se a si mesmo.

É aí que se encontra a Eternidade.

E o que cerca o Coração, eu diria, é a Humildade e a Simplicidade, ou seja, a capacidade, de algum modo, para ver-se pelo que se é, nesse corpo Efêmero: ou seja, algo que faz apenas passar, enquanto o Amor não passa, jamais.

Essa aceitação não é, simplesmente, um ato de fé ou um ato de crença.

É, efetivamente, o que permite, realmente, a Liberação.

É, efetiva e realmente, o que permite, hoje, o que vocês nomeiam, não unicamente, o Pai ou a FONTE, mas, efetivamente, esse estado de Felicidade total.

O simples fato de vivê-la uma vez basta para quebrar todas as muralhas e todas as barreiras, todos os medos que foram colocados pela própria pessoa, pelo próprio Efêmero desse mundo.

Então, se vocês querem estar na Alegria, se querem estar na Paz permanente, se querem, verdadeiramente, Comungar conosco, instalem-se nessa Paz, instalem-se na Humildade, instalem-se no que inúmeras Irmãs e Irmãos orientais nomearam o Desapego, nomearam o fim da Ilusão, a Liberação.

Eu repito: não é uma prática que vai conduzi-los a isso.

É, simplesmente, apenas a convicção profunda que apenas a Humildade, a Simplicidade vão conduzi-los ao que vocês São, realmente.

Aceitar isso – pelas circunstâncias específicas que vocês vivem – os fará reencontrar, instantaneamente, o Duplo, os fará reencontrar, instantaneamente, MARIA e MIGUEL (se já não foi feito) e, sobretudo, instalá-los-á de maneira definitiva, fora de todo medo porque, naquele momento, vocês tocam a Eternidade, e o Efêmero não pode mais lutar, não pode mais resistir, esperando, ele, apropriar-se dessa Eternidade.

Vocês São a Eternidade inserida no Efêmero, e não o inverso.

A Humildade leva-os a isso.

É desfazer-se de todos os conhecimentos supérfluos.

É manter apenas o essencial.

E o essencial é o Amor.

Mas não o amor, tal como vocês o concebem, tal como vocês o vivem, mesmo se seja preciso vivê-lo com seus pais, com seus filhos, com seres que lhes são queridos.

Mas, bem mais, esse Amor além de todo ideal, esse Amor Vibral (como dizem alguns Anciões).

A Humildade é a maior das Chávez, porque essa chave permite-lhes, instantaneamente (e, sobretudo, nas circunstâncias específicas que vocês vivem), instalar-se em sua Eternidade – o que quer que se torne esse Efêmero – e não mais ser afetado pelo que concerne ao Efêmero, ou seja, os medos, as dúvidas, as resistências.

Como diria um dos intervenientes (ndr: BIDI), é um ponto de vista, mas não é um ponto de vista da cabeça, é um ponto de vista de onde vocês se colocam, que lhes dá a ver as coisas e a viver as coisas de maneira totalmente diferente: ou no medo, ou no Amor.

Outras Irmãs Estrelas disseram que, em definitivo, tudo se resumia no medo e no Amor: é, efetivamente, verdadeiro.

É ou o medo, ou o Amor.

E não pode ser os dois.

Então, quando o Amor está aí (não aquele que vocês creem, aquele que projetam), mas, quando ele está aí, realmente, vocês sabem disso, em seu Coração, não como uma crença.

Mesmo se eu não tivesse as palavras para exprimir todos esses sentires como hoje vocês têm mais chance de exprimir, o momento no qual eu vivi isso, nunca mais a mínima dúvida pôde apresentar-se a mim, apesar do sofrimento, apesar da doença, apesar de alguns assédios vividos.

Isso não tinha mais qualquer espécie de importância, porque eu tinha o essencial e, para ter o essencial, foi preciso soltar todo o supérfluo, foi preciso renunciar a todo esse supérfluo.

Não para não vê-lo, mas para, efetivamente, apreender o alcance do que quer dizer essa palavra: Efêmero, e essa palavra: Eternidade.

Quando vocês compreendem o alcance dessas duas palavras, vocês deram, já, um grande passo para sua própria Humildade.

Quando vocês aceitam que são mortais nesse corpo, que nada do que existe de vocês, hoje, poderá subsistir (a não ser o que vocês criaram, em Espírito e em Verdade), então, isso os libera, instantaneamente, de todos os pesos.

Isso não é uma visão do espírito ou uma consideração filosófica, mas é, verdadeiramente, a Verdade do que há a viver.

E, nos tempos específicos nos quais vocês estão instalados, a partir da Liberação da Terra, isso é aberto a cada um.

Mas, para isso, vocês devem reconhecer a insuficiência do Efêmero.

Para isso, vocês devem reconhecer o supérfluo de todos os conhecimentos que vocês poderiam ter, sobre vocês ou sobre o mundo.

Isso não quer dizer que eles vão desaparecer.

O que vocês adquiriram, no Efêmero, permanece adquirido, mas é outro ponto de vista.

É aceitar que, o que quer que vocês conhecessem, o que quer que fizessem, quem quer que tenham desposado ou criado, isso pertence ao Efêmero e que nada de eterno pode estar inscrito aí, a não ser, efetivamente, o Amor.

Mas não o amor que vai apropriar-se, mas esse Amor do CRISTO, esse Amor Vibral, esse Amor da Luz, esse Amor do Amor, que vai colocá-los em um contexto no qual a Humildade, a Simplicidade vão tornar-se o único caminho possível para ali manter-se.

E ali manter-se é, efetivamente, soltar todo o resto.

É ver, realmente, que tudo o que vocês creem ter e, como foi dito, também, tem a vocês.

E, enquanto vocês não tenham tudo soltado, então, vocês não podem descobrir o que vocês São, na Eternidade, porque o que vocês têm de um lado, não pode ser tido do outro lado.

É assim.

É quando vocês compreendem isso – que tudo o que lhes escapa é, justamente, a Verdadeira Vida, quando vocês estão encarnados – que, naquele momento, vocês entram, não mais em uma recusa da vida, não em uma fuga, mas, efetivamente, em uma aceitação desse Efêmero pelo que ele é.

E, aí, todos os medos desaparecem.

Vocês não têm que se opor.

Vocês não têm que lutar.
Vocês não têm que compreender.
Vocês não têm que discorrer.
Vocês têm, simplesmente, que deixar trabalhar a Graça.

E ela age, e ela agirá, cada vez mais, progressivamente e à medida que vocês mudam esse famoso ponto de vista, que vocês se desidentificam, progressivamente e à medida que tenham vivido, talvez, todos esses episódios de Comunhão, de Fusão, de Dissolução.

Tudo o que lhes foi proposto, desde alguns anos, aproximou-os desse momento da Humildade, que corresponde à passagem da Porta Estreita: é o caminho da Infância.

E, aliás, o CRISTO havia dito: «ninguém pode penetrar o Reino dos Céus se não volta a tornar-se como uma criança», ou seja, ter a instantaneidade da criança, a despreocupação da criança.

Porque aquele que está instalado na Humildade não se preocupa nem com o amanhã nem com o que quer que seja concernente a esse mundo.

E, no entanto, ele ali está, ele não renuncia.

Ele renuncia, simplesmente, em espírito, a ter o que quer que seja nesse mundo.

Se vocês compreendem isso, vocês o viverão, instantaneamente, cada vez mais.

O que explica, também, porque havia sido dito que «os primeiros seriam os últimos, os últimos seriam os primeiros», porque a Graça, tal como foi apresentada por MARIA, o Manto Azul da Graça, também, têm essa virtude.

É que, a todo momento, nesse Efêmero, nesse corpo e nessa vida que vocês levam, a partir do instante em que se voltam, verdadeira e completamente, para a Humildade e a Simplicidade, bem, a Porta Estreita é transposta, sozinha, e o Coração que vocês nomeiam Ascensional instaura-se, sozinho.

Se vocês aceitam isso descobrirão, por si mesmos, a verdade do que eu lhes digo esta noite.

Minhas palavras não serão mais longas e, em contrapartida, eu lhes proponho, novamente, em toda Humildade, na Simplicidade, viver um momento de Fusão entre nós.

Permitam-me, novamente, apresentar-me a cada um e viver isso, sem nada esperar.

Vocês nada têm a fazer, mesmo pedir minha Presença, uma vez que ela está aí, a partir do instante em que vocês se abrem a mim.

Eu já estou aberta a vocês.

E, nessa Simplicidade, poderemos viver, juntos, esse instante.

Então, eu lhes peço para fechar seus olhos, descruzar seus braços e suas pernas e, simplesmente, colocar, agora, seu pé esquerdo acima de seu pé direito, de maneira a que os tornozelos estejam cruzados.

Isso lhes havia sido comunicado pelo Arcanjo Anael, no momento do nascimento da Onda de Vida, como um elemento facilitador.

E, simplesmente, assim, sem nada esperar, deixar trabalhar a Graça de nossa Fusão.

Agora e já, eu rendo graças por sua escuta.

E vamos viver isso, agora.


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Esses mecanismos de Fusão estão, diretamente, em ressonância com a Humildade.

Eles são chamados a generalizar-se em vocês, quando de nossos contatos, e de seus contatos entre si.

Assim instalam-se o Contentamento e a Certeza.

Assim instala-se a Eternidade.

Eu terminarei por essas palavras: ousem a Humildade e ousem a Simplicidade.

Não é por acaso se são dois Pilares essenciais do Coração.

Irmãs e Irmãos na humanidade, encarnados, todo o Amor de meu Coração e do CRISTO acompanham-nos, porque É o que vocês São.

 
Aceitem minha bênção.

Até breve.

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Mensagem de Teresa de Lisieux,
pelo site Autres Dimensions
em 15 de outubro de 2012
 
 
 
 
 
Rendo Graças às fontes deste texto:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1645
Tradução para o português: Célia G.
via:
http://leiturasdaluz.blogspot.com
Áudio: http://www.mestresascensos.com/
 
 
 
 

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